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"Our loyalties must transend our race, our tribe, our class, and our nation; and this means we must develop a world perspective." - Martin Luther King Jr.
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quarta-feira, 7 de março de 2012

Petição pela demissão de Cavaco entregue hoje no Parlamento.

E assim se perde o tempo na AR...

sábado, 21 de janeiro de 2012

PR - Ponderação e Responsabilidade?

«É necessário um sobressalto cívico que faça despertar os portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos» - 09-03-2011, discurso de tomada de posse para um segundo mandato em Belém do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Já que ninguém o fez, o nosso Presidente decidiu tomar a iniciativa.

As declarações eram desnecessárias. O PR pela experiência e ponderação que tem, devia ter medido aquilo que disse. Era óbvio que tais declarações não são socialmente aceitáveis e, para além de causarem desconforto na população, conduzem uma série de duras críticas.

A verdade é que Cavaco Silva possui duas reformas, uma da Caixa Geral de Aposentações e outra do Banco de Portugal, para as quais descontou durante a sua vida. Se alguém tenciona colocar em causa os valores das mesmas, não é por aí que desejo ir, isto porque cada um recebe (recebia) tendo em conta aquilo que descontou, e vive consoante as suas possibilidades.

Cavaco Silva só pode ser criticado, na minha opinião, numa situação, que é no caso de receber para além das suas reformas, as despesas de representação a que tem direito enquanto Presidente da República. A minha dúvida é: ao "abdicar" do vencimento enquanto PR, abdica automaticamente dessas ajudas?

Caso as continue a receber, o PR deve ser duramente criticado, pois acaba a receber mais cerca de 40 mil € anuais (podendo existir uma grande margem de erro neste cálculo), do que receberia caso tivesse "abdicado" das pensões para receber o vencimento enquanto PR. Acaba a prejudicar os cofres do Estado, a prejudicar Portugal e os portugueses, numa altura em que a solidariedade entre as classes mais altas deve estar mais presente, nomeadamente no Presidente da República.


Caso não as receba, as críticas só podem recair na revolta social contra o capitalismo, às quais já todos estamos habituados, e na sua promulgação de um OE2012, que corta em salários e pensões mais baixas que as suas, quando até ele se diz afectado por estes cortes que será de imaginar das famílias e pensionistas mais necessitados...

Haja ponderação e consciência, só assim teremos um rumo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Da série: declarações que espero que sejam mentira

Pois tenho medo desta realidade!

"Cavaco Silva disse hoje que os 1.300 euros que vai receber por mês da Caixa Geral de Aposentações, para onde descontou durante quase 40 anos, e do fundo de pensões do Banco de Portugal para onde descontou durante quase 30 anos, "quase de certeza que não vão dar para pagar" as suas despesas." - in Negócios Online

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A direita amiga dos bancos

É uma frase que aposto que grande maioria tem na cabeça.

Depois vejamos:
"Montepio perde isenção de IRC
Benefício fiscal do Montepio dura há várias décadas. Cavaco Silva tentou pôr-lhe um ponto final, em 1995, mas António Guterres repô-lo, com efeitos retroactivos.
A proposta de Orçamento do Estado para 2012 que hoje é entregue na Assembleia da República revoga a isenção de IRC de que o Montepio beneficia há várias décadas, sabe o Negócios."

Há estigmas que têm de acabar...

(negritos e sublinhados, da minha autoria)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ponto de Situação

Ontem José Sócrates apresentou a sua demissão a Cavaco Silva, após ver (pela TV) o PEC IV (Europeu) ser chumbado por todos os partidos da oposição.
Um PEC que visava, acima de tudo, atingir os mais pobres, mantendo inalterável a situação dos mais ricos,tal como os outros PEC's.
Portugal atravessou em 2009 um período de recessão, e se os resultados deste mês coincidirem com as previsões, estaremos a atravessar outro, num espaço de dois anos! Não é que não estejamos já em recessão, mas a definição assim o exige.
Este tem sido o caminho escolhido para atingir a meta dos 3% no défice, venham agora queixar-se da UE, quando sabemos que se este tratado não existisse, sem regulação estaríamos bem acima dos 8% falados ontem pelo Eurostat, que a serem confirmados, mostram que NÓS, andámos a mentir em relação ao nosso verdadeiro défice, pois apontávamos 6,8%, uma melhoria em relação às previsões dizíamos nós!
Após a aprovação do OE2011, onde o estado social é claramente atacado, e onde a estagnação económico são os caminhos para onde ele nos leva, como é possível alguém prever que a economia vai crescer 0,2%? Óbvio que agora se revê em alta entre 1 e 2%!
Quanto à saída de José Sócrates, sinto-me aliviado, confiante que o FMI não entrará verdadeiramente, a não ser que o nosso défice fosse falso, ou que já estivessem à porta, e com esperança de um Portugal mais justo!