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"Our loyalties must transend our race, our tribe, our class, and our nation; and this means we must develop a world perspective." - Martin Luther King Jr.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Investimento de €90M da Nokia Siemens em PT

"Segundo o presidente da Nokia Siemens Networks para a Europa do Sul, Leste e Central, «a criação do novo centro vem reforçar o investimento contínuo» da tecnológica «em Portugal, apoiada pelo Governo português, com base no facto de o país oferecer uma excelente plataforma de talentos, bem como uma estrutura de custos competitiva»." - in Sol

Com base nos destaques, apenas dizer que, em Portugal há talento e este Governo tem feito algo para estimular IDE (Investimento Directo Estrangeiro).

(Negritos e Sublinhados da minha autoria)

quinta-feira, 8 de março de 2012

TAP (I)

Segundo o Governo a excepção feita à TAP, dando como "desculpa" a competitividade do mercado em que se insere, podia aplicar-se a mais 7 empresas: CGD, RTP, Empordef, CTT, ANA, AdP e CP Carga.

Vamos ver um exemplo simples, os professores do ensino superior são avaliados por pares estrangeiros, através dos artigos que publicam em revistas da área. Vão-me dizer então que não há competitividade aqui?

Onde é que não há competitividade hoje em dia? Há coisas...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Acordo tripartido

Após 17 horas de reunião Governo e parceiros sociais, que viu a CGTP abandonar a meio, pois recusa-se a trabalhar mais de 8 horas seguidas, chegou-se a acordo com o objectivo de reforçar a competitividade da economia do país.

A primeira medida que destaco, pela positiva, deste acordo é o facto do trabalhador poder trabalhar menos horas num dia e compensar no outro sem que isso se reflicta em horas extraordinárias e encargos para os patrões, dando assim muito mais flexibilidade e simplicidade nas relações trabalhador-empregador.

Segunda aspecto que destaco pela positiva foi a mudança de atitude da UGT, que apesar de não estar totalmente satisfeita com o acordo, numa base de diálogo, consciente dos problemas que o país atravessa, colocou os seus interesses para trás das costas e procurou chegar ao acordo tão necessário para o país, afirmando até que o acordo é favorável para os trabalhadores.

Satisfeitos ficaram também António Saraiva, presidente da CIP, e João Vieira Lopes, presidente da CCP, com a queda da meia hora extra de trabalho em detrimento da criação de uma bolsa de horas anual que o empregador poderá usar em caso de necessidade da empresa e que varia entre as 150 e as 200 horas consoante o contrato de trabalho e da alteração de férias, feriados e pontes.

Por fim, deixa-me bastante orgulhoso o governo não esquecer os cursos de formação profissional, onde pretende promover uma maior articulação entre empresas, escolas e estudantes, com o objectivo de aumentar os níveis de qualificação. Reduzir e eliminar alguns cursos de formação profissional do IEFP está também na agenda do documento, em prol do reforço dos que têm maiores níveis de empregabilidade.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O que as empresas francesas dizem... Nós por cá..

"O Movimento das Empresas de França diz que, mais do que uma necessidade social, a descida da TSU vai traduzir-se numa “vantagem social”." - in Público

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Realismo ou Radicalismo?

Ferraz da Costa, presidente do fórum para a competitividade, tinha em Outubro de 2010, altura da discussão do OE2011, proposto um aumento do IVA e uma diminuição das contribuições das empresas para a Segurança Social, dizendo que trariam um abrandamento no aumento do desemprego e um aumento da competitividade no mercado externo das empresas exportadoras.

Ele que já em 2008 tinha proposto um corte nos salários nominais para que a economia nacional ganhasse competitividade.

Hoje vem dizer que uma redução de 4p.p. na TSU é pouco, e que não vai ter impacto significativo, propondo uma descida de 20p.p na mesma, compensando essa medida com o aumento do IVA, pois segundo ele, os portugueses têm uma propensão ao consumo que equivale a 68% do PIB, e como a maioria do consumo é importado teríamos aqui uma boa oportunidade para equilibrar a balança. Ferraz da Costa apresenta consequências destas medidas também ao nível do desemprego, mas que só terá efeitos positivos se houver uma revisão do código do trabalho.

Na minha humilde opinião, a teoria é muito bonita, mas alguém está disposto a arriscar cortes salariais e aumentos nos preços do produtos consumidos, sem garantias de que as empresas vão realmente apostar no aumento das exportações e aumento do número de trabalhadores e não apenas num aumento dos lucros?
Penso que devemos agir, mas não assim, pois eu não vejo ninguém preparado para tanto radicalismo...